terça-feira, 13 de junho de 2017

30 anos de cordel



Dia 24 de junho, a partir das 15 h, na Livraria NoveSete (Rua França Pinto, 97, próximo ao metrô Ana Rosa), será lançado o livro O Cavaleiro de Prata (Editora de Cultura). Neste dia, além do lançamento, celebrarei 30 anos de estrada, 30 anos de cordel. E, para marcar a data, o evento traz contação de histórias da amiga Penélope Martins e cantigas e causos nas vozes de dois grandes artistas: Aldy Carvalho e Eufra Modesto. 

Em 1987, escrevi o primeiro cordel que julguei publicável, O Herói da Montanha Negra, romance que foi levado ao prelo 19 anos depois, com o selo da tradicional editora Luzeiro. Antes desta obra, já havia escrito várias outras, mas como esta foi publicada, considero-a o marco inicial. Já O Cavaleiro de Prata começou a ser escrito em 1992, sendo retomado em 1996. Somente em 2015, finalizei o texto, que, por meio de Helena Maria Alves, da Editora de Cultura, será materalizado em livro.

Com ilustrações de Klévisson Viana, parceiro em muitos trabalhos, O Cavaleiro de Prata se baseia no vasto caudal da mitologia nórdica, que lhe serve de pano de fundo.

Thor, o deus do trovão, em ilustração de Klévisson Viana

Leiam, abaixo, o prólogo da da história:

Terras há muito esquecidas
Hoje estão repovoadas,
Seus cenários recobertos,
Suas glórias olvidadas,
E as grandes lendas parecem
Para sempre sepultadas.

Porém, como uma centelha,
A lenda chega até nós,
Revivendo uma era mítica,
Como igual não houve após,
De cujas reminiscências
Falavam nossos avós.


O vento vaga no norte
Do continente europeu
Narrando a saga dos povos
Que o tempo quase esqueceu,
Porém, cuja tradição
De todo não se perdeu.

Pois ainda sobrevive
Nas narrativas orais
Que conseguiram transpor
As cercas nacionais
E, espalhadas pela Terra,
Se tornaram imortais.

Neste livro narro a lenda
De um guerreiro altivo e forte,
O príncipe Borg, orgulho
Dos velhos povos do Norte,
Que celebraram seus feitos
Em vida e depois da morte.

Um comentário:

PedrO MonteirO disse...

Sem dúvidas, teremos na praça mais uma imperdível leitura. Marco, muito além de um próspero autor, é um encantador de leitor(a).